28/02/2026, 0:00 h
12
Opinião Opinião Politica Partido Socialista
OPINIÃO POLÍTICA
Por Tiago Silva (Membro do Comissão Concelhia de Paços de Ferreira do Partido Socialista)
O mundo contemporâneo caminha, uma vez mais, sobre o fio de uma navalha e ameaça cada vez mais fundo a estabilidade global.
A escalada de tensão entre os Estados Unidos da América e o Irão, nestes últimos dias de fevereiro, não representa apenas um eco distante de velhos conflitos geopolíticos no Médio Oriente. Representa um aviso severo de que a paciência diplomática tem um limite e que, tal como testemunhamos na trágica e persistente guerra entre a Rússia e a Ucrânia, existem fronteiras invisíveis que, uma vez cruzadas, não admitem qualquer forma de retorno ou regeneração.
Para nós, em Portugal, este conflito deixou de ser um cenário abstrato de telejornal para se tornar numa preocupação de soberania e segurança nacional. A Base das Lajes, na ilha Terceira, volta a posicionar-se como o porta-aviões estático e inabalável no centro do Atlântico, uma peça vital que nos coloca, queiramos ou não, no epicentro da logística militar norte-americana.

A nossa tradicional neutralidade diplomática e o nosso papel de construtores de pontes são agora postos à prova perante acordos bilaterais de defesa que podem ser ativados sem aviso prévio, arrastando o país para a órbita de uma crise global de consequências imprevisíveis para o mercado energético e para a segurança europeia.
Se as negociações agendadas para Genebra falharem, entraremos num ciclo de retaliação assimétrica que nenhum sistema de defesa ou míssil de última geração poderá travar com eficácia. Devemos estar mais atentos do que nunca pois, a pacificação de outrora está irremediavelmente comprometida. Presenciamos isso vezes sem conta.
ASSINE A GAZETA DE PAÇOS DE FERREIRA
Opinião
28/02/2026
Opinião
28/02/2026
Opinião
28/02/2026
Opinião
28/02/2026