21/06/2026, 0:00 h
15
Opinião Opinião Politica Juventude Social Democrata
OPINIÃO
Por Miguel Moreira (Presidente da JSD Paços de Ferreira)
Um feito repetido pela quarta vez, que só comprova o papel senador que Portugal tem no mundo. Pela primeira vez na nossa história democrática, a eleição foi garantida logo à primeira volta, com uns expressivos 134 votos, superando potências como a Áustria e a Alemanha. Este resultado não é um mero fruto do acaso ou da sorte geográfica, é sim o culminar de um trabalho árduo, rigoroso e persistente da diplomacia portuguesa e do atual Governo, que soube fechar com chave de ouro uma campanha exigente de vários anos.
O empenho do Executivo e de toda a estrutura do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Nova Iorque demonstrou que, mesmo face a gigantes económicos, a determinação e a capacidade de diálogo de um país não se medem pelo seu tamanho. Portugal é uma nação com 900 anos de história e mesmo que já não tenha a relevância no mundo de outrora, a nossa história e identidade não se apagam. O lema da candidatura, "Prevenção, Parceria, Proteção", é uma radiografia fiel da identidade de uma nação construtora de pontes, num mundo crescentemente polarizado e fustigado por conflitos em múltiplas partes do nosso globo. Ao assumir este assento, Portugal ganha uma centralidade renovada, tornando-se uma voz ativa na manutenção da paz e na defesa intransigente do multilateralismo e do direito internacional. Apenas por pura “parolice” (se me permitem a expressão) é que se pode estar constantemente a bajular o que vem lá de fora em detrimento da nossa qualidade, não obstante os muitos problemas que também temos.

Contudo, este prestígio externo não nasce no vácuo. A verdadeira autoridade moral de Portugal no palco global ancora-se na solidez da sua coesão interna e na riqueza da sua identidade. É aqui que o papel do poder local se cruza com a alta geopolítica. As nossas terras (sendo suspeito, com as nossas gentes de Paços de Ferreira à cabeça) são o primeiro laboratório de acolhimento, inclusão e paz, os mesmíssimos valores que a ONU preconiza.
A projeção internacional que o Governo e os diplomatas conquistaram em Nova Iorque é o reflexo direto da estabilidade, tolerância e paz social cultivadas diariamente em cada autarquia, freguesia e comunidade local. Portugal vai para o Conselho de Segurança não apenas para representar um Estado, mas para dar voz a uma matriz humanista que se vive e se sente de norte a sul do país, nas grandes metrópoles e no interior.
Esta eleição histórica dignifica o país, valida a estratégia do Governo e premeia a excelência do nosso corpo diplomático. Mostra que o poder local e o poder global são duas faces da mesma moeda. A eficácia com que cuidamos do nosso território define a legitimidade com que, a partir de janeiro de 2027, ajudaremos a cuidar do mundo.
Somos uma gota no oceano, mas todos contamos quando se trata da paz no mundo!
ASSINE A GAZETA DE PAÇOS DE FERREIRA
Opinião
21/06/2026
Opinião
21/06/2026
Opinião
21/06/2026
Opinião
21/06/2026