22/06/2026, 11:21 h
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OPINIÃO
Com o aumento da esperança de vida, inevitavelmente teremos mais pessoas sem autonomia, muitas vezes acamadas, exigindo cuidados que a maioria das famílias não consegue assegurar: no último ano, aumentaram 19% e ocupam já quase 14% das camas hospitalares. O apoio domiciliário será em muitos casos a solução ideal, mas exige muitos recursos humanos e um grande reforço orçamental.
Pior: hoje, o equilíbrio das contas é posto em causa por uma corrida aos armamentos. Sob as ordens de Trump, Montenegro foi lesto a anunciar um reforço milionário para a Defesa em 2025, que crescerá em 2026.
O perigo que nos é apresentado é a iminência de uma invasão russa da Europa, mesmo que não se saiba dar uma resposta cabal a uma pergunta infantil: porquê e para quê?
Afinal, qual é o nosso inimigo real? O envelhecimento da população, os fogos e outras calamidades, ou um hipotético “lobo mau” que vamos construindo e acicatando com base em narrativas de gente pouco séria?
Negar que os gastos maciços com a Defesa não estão já a ter impactos sociais é uma falsidade que importa desmascarar. Combater ameaças reais exige mais rigor e menos demagogia.
José Tinoco
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