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Gazeta Paços de Ferreira

15/02/2025, 0:00 h

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O aperto de mão

Opinião Opinião Politica Partido Comunista CRISTIANO RIBEIRO

OPINIÃO POLÍTICA

Estamos perante expressões de atitudes que explicam opções, sendo, uma digna e louvável, e outra simplesmente esclarecedora de um arcaísmo intolerável.

Por Cristiano Ribeiro (Médico e Militante do PCP)

 

A jornalista Marta Vidal ganhara um prémio Gazeta de Imprensa por uma sua reportagem no Expresso. Em cerimónia pública e na presença de Marcelo Rebelo de Sousa e de Carlos Moedas, ela surpreendeu-nos com um discurso acusatório do silêncio, entendido como cúmplice, do Presidente da República e do Presidente da Câmara de Lisboa, no que respeita ao atual genocidio do povo palestiniano por Israel. 

 

E a sua recusa em aceitar o cumprimento mais amistoso de um beijo, por parte do PR, preferindo o aperto de mão, mais formal, fora também prova de coragem e distanciamento.

 

Recentemente, um mesmo aperto de mão fora também objeto de interpretação diversa, agora, não em cerimónia mundana, mas em visita protocolar diplomática. 

 

A cena passara-se em Damasco, em visita comum de dois ministros dos Negócios Estrangeiros da União  Europeia (alemão e francês) aos "novos senhores" da Síria. 

 

 

 

 

A cerimónia pareceria ser formalmente a esperada, em ambiente de mútuo regozijo, se não fora o caso de um dos Ministros, a alemã, ser mulher. 

 

E, eloquentemente, o "novo senhor", al-Joulani, de seu nome, especializado em cortar cabeças a "infiéis", e que trocou a tradicional roupa e barba dos fundamentalistas islâmicos por um mais convincente fato moderno e barba escanhoada, deixou a mão da alemã, no cumprimento, em suspenso no ar. 

 

E posteriores fotografias oficiais do acontecido revelam óbvia manipulação fotográfica, com exclusão do rosto de mulher.

 

Estamos perante expressões de atitudes que explicam opções, sendo, uma digna e louvável, e outra simplesmente esclarecedora de um arcaísmo intolerável.

 

 

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