20/04/2026, 9:54 h
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Financiamento dos partidos políticoa
A política e os políticos não podem ser uma mercadoria, um negócio que favorece mais quem os coloca no topo da prateleira do supermercado.
Já temos demasiadas situações em que é nebulosa a responsabilidade de decisões fundamentais para a vida de todos nós; por exemplo o que é feito dos mais de 8 mil milhões de euros transferidos anualmente de bancos portugueses para paraísos fiscais? Quem pré-seleciona os dirigentes da União Europeia?
Evidentemente que quem financia maciçamente um partido espera algum retorno desse investimento; quando a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos decidiu impedir o acesso à origem do financiamento dos partidos, está a comprometer o conhecimento duma premissa fundamental para a decisão de voto: quem possa estar por tás de determinado partido, que interesses representa, independentemente das suas propostas eleitorais?
Com agendas destas Portugal parece estar a seguir o itinerário da Hungria, em que os arautos do combate à corrupção acabaram por transformar a Hungria num dos países mais corruptos da U E, justamente através de medidas administrativas que protegem os poderes ocultos.
Se o segredo é a alma do negócio, já estamos todos à venda?
José Cavalheiro
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