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Gazeta Paços de Ferreira

05/07/2026, 10:44 h

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Por 2,80€/hora colocava-se debaixo de fogo?

Opinião Opinião Politica

Um dos nossos no Parlamento

Todos os anos a lengalenga é a mesma. Chega o verão, chegam os incêndios, chegam os discursos bonitos. Os bombeiros voluntários são "heróis", são "o coração de Portugal", são "fundamentais para a nossa sociedade". E depois o verão acaba. E tudo volta a esvaziar-se para estes homens e mulheres, que continuam sem uma carreira e sem uma remuneração digna.

Por Patrícia Nascimento (Deputada do Chega na AR e Deputada Municipal)

 

Portugal perdeu dez mil bombeiros voluntários em vinte anos. Um quarto do efetivo desapareceu. Já que eles são os heróis, gostaria de saber quantos de nós estariam dispostos a colocar-se debaixo de fogo por 2,80 euros por hora? Os sucessivos governos sabem que é este valor que os bombeiros recebem à hora. O Partido Socialista e o Partido Social Democrata (os que já foram governo) reconhecem a importância dos bombeiros em Portugal, mas a verdade é que continuam a assobiar para o lado, sem de uma vez por todas criarem uma carreira e valorizarem o trabalho que fazem.

 

Enquanto isso, há municípios que se cansaram de esperar que o governo faça alguma coisa e eles próprios avançaram com um pequeno reconhecimento local, também com o objetivo de captar e reter algum efetivo. Caminha, Arouca, Condeixa, Monção e até Lousada na semana passada — executivos de cores políticas diferentes, todos com a mesma conclusão: as palavras bonitas leva-as o vento e, no fim do dia, não pagam impostos.

 

Foi com esta vontade de valorizar, na medida do possível, através do poder local, que o grupo municipal do partido Chega apresentou na Assembleia Municipal de Paços de Ferreira uma proposta para que o Executivo elabore um regulamento de redução do IMI sobre a habitação própria dos nossos Bombeiros Voluntários do concelho, escalonado por anos de serviço, até à isenção total para quem serve há mais de quinze anos.

 

 

 

 

Para o partido Chega, é justo. É merecido. É proporcional. Está feito noutros municípios, por isso é possível com vontade política.

 

Não é possível, à data de fecho desta edição, referir o resultado que decorreu da Assembleia Municipal de Paços de Ferreira de dia 30 de junho (ontem), mas ansiamos por ver a força de vontade que existe no município, por parte das forças políticas que já foram governo em Portugal, para aprovar esta medida e reconhecer o trabalho que estes homens e mulheres fazem, de Janeiro a Janeiro.

 

O Chega na Assembleia Municipal de Paços de Ferreira prometeu ter voz e vai continuar a sê-la!

 

 

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