21/06/2025, 9:54 h
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Desporto Opinião Pedro Queirós
DESPORTO
Por Pedro Queirós
Para qualquer pessoa, o fácil seria colocar os dois e deixá-los fazer o que melhor sabem. Mas o selecionador preferiu deixar Vitinha no banco e apostar em João Neves como lateral direito. Para surpresa de absolutamente ninguém, correu mal. Quando entrou Vitinha, ganhamos o jogo.
O primeiro erro não trouxe consequências. Vamos então à final com a Espanha. Vitinha titular. João Neves a lateral direito. A dupla de sonho do PSG conseguiu jogar junta no meio campo um total de 0 minutos.
Nem quando mexeu na equipa conseguiu colocar João Neves a meio. Por sua vez, Francisco Conceição, que tinha saído do banco para decidir frente à Alemanha, foi titular.
Diz o ditado que isto é 11 contra 11 e no fim ganha a Alemanha… se não for a penaltis, porque se for está lá Diogo Costa e o quadro já se pinta de outra maneira.
Seria injusto dizer que Portugal foi horrível e ganhou aos trambolhões. Não foi. A segunda parte contra a Alemanha, por exemplo, foi um recital. E Portugal começa a afastar fantasmas antigos de defrontar e se amedrontar contra equipas teoricamente ou historicamente mais fortes.
Neste momento, somos bem mais equipa do que a Alemanha, que está em renovação. Não acho que somos mais equipa do que a Espanha e o treinador espanhol até teve muita culpa no resultado pelas mexidas que fez. Mas a diferença que nos separa é bem menor do que foi num passado recente.
Roberto Martinez não tem unhas para tocar esta guitarra. Desta vez desafinou, mas acabou o concerto aplaudido. A longo prazo, e já com mundial no próximo ano, receio que possa correr mal. Até porque insiste numa comunicação péssima de tentar justificar as opções.
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