04/07/2026, 9:40 h
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Desporto Futebol Opinião Pedro Queirós
DESPORTO
Por Pedro Queirós
Agora, pelo caminho, podemos até encontrar a Espanha, tal como aconteceu em 2010. A nossa participação ficou por aí. Em 2026, a nossa participação pode não chegar aí. É sofrível aquilo que se vê. Mas a culpa é nossa. Alguma vez devíamos ter as expetativas tão altas? Só por termos uma das melhores gerações de sempre? Pois… foi a isso mesmo que eu me agarrei a agora fico sentado a ver aquilo em que a seleção se tornou.
O jogo contra o Usbequistão mascarou a pobreza do jogo contra o Congo, que voltou a aparecer frente à Colômbia. Se, contra o Congo, tínhamos a bola mas não sabíamos o que fazer com ela, e passamos 90 minutos a fazer passes para o lado e para trás, sem ninguém a desequilibrar e a jogar entre linhas, contra a Colômbia abdicamos de ter bola e demos a iniciativa ao adversário para depois lançarmos o contra ataque. Com o melhor trio de meio campo do mundo, não quisemos ter bola… se alguém achar isto normal pode ir para adjunto do Roberto Martinez, que o homem deve precisar de amigos.
Terceiro jogo da fase de grupos. Deixou João Neves no banco porque queria usar a frescura do Ruben Neves. Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, é totalista e nem o estar a ganhar 4-0 ao Usbequistão foi suficiente para lhe dar descanso. Acredito que Miami seja um bom destino, mas podiam ter perguntado ao Gonçalo Ramos se queria ir para lá… o rapaz podia querer mais privacidade nas férias.

Depois, apareceram Matheus Nunes e Samu Costa. Pelos vistos, o jogo que nos podia dar o primeiro lugar no grupo foi encarado como ou jogo de pré época ou último jogo da temporada, para dar minutos àqueles que jogaram pouco. No final, o selecionador estava feliz porque já utilizou 21 jogadores nestes três jogos. Parabéns, mister. Contra a Croácia já só tem um objetivo: dar minutos aos outros cinco. Ganhar? Será que é preciso? O mister depois dá sempre a volta com as suas frases feitas e porque jogamos bem contra um adversário muito difícil.
Mas… Nada temam, portugueses! O mundial será nosso! Afinal, o nosso treinador é um homem da numerologia e gosta do número 6.
O exemplo da Bélgica não foi suficiente, quisemos experimentar para ter a certeza…
O que mais me incomoda é a falta de atitude, de querer… parecemos um conjunto de jogadores sem vontade, a passar a bola para o lado e a tentar chegar lá cima e ver no que dá. Contra a Colômbia, bastou o posicionamento mais livre de James Rodriguez para desorganizar Portugal por completo. São coisas primárias e que definem um jogo à partida. Portugal começou com dificuldades e nunca foi capaz de dar a volta a isso. Venha a Croácia, de terço na mão.
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