09/08/2026, 0:00 h
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OS NOSSOS NO PARLAMENTO
Por Patrícia Nascimento (Deputada do Chega na AR e Deputada Municipal)
Temos um ministro em funções sob inquérito do Ministério Público, suspeito dos crimes de descaminho e abuso de poder. Um atrelado carregado de químicos para produção de droga, apreendido e prova de crime, que foi parar, sem qualquer registo, ordem ou despacho, às instalações de um empreiteiro e seu amigo. Contratos públicos de 2,3 milhões de euros adjudicados a essa mesma empresa durante o seu mandato. Uma piscina construída sem licença, paga em parte em dinheiro, por uma construtora, entretanto sem alvará. E, como cereja no topo do bolo, oito anos sem declarações de património, pelo homem que chefiava a polícia que combate os crimes económico-financeiros!
Foi precisamente por isso que o CHEGA anunciou uma Comissão Parlamentar de Inquérito potestativa aos mandatos de Luís Neves à frente da PJ, no início da próxima sessão legislativa. Uma CPI que não é contra a instituição, nem contra nenhum inspetor, mas sobre o que nela se fez durante oito anos sob a mesma liderança. Com 60 deputados, o CHEGA fê-lo com a responsabilidade de não querer provocar eleições, teria sido mais fácil colocar uma moção de censura ao governo, que não exige que este venha a publico dar explicações, e apresentar todas as faturas. Mas, sabemos perfeitamente que ninguém quer eleições e que é necessária estabilidade em Portugal, mas para isso é necessária seriedade por parte de quem nos governa. Alguma coisa teria de ser feita enquanto partido líder da oposição e pareceu-nos que o instrumento certo, no momento certo, para apurar o que tem de ser apurado, seria esta CPI.
Estranho, é a postura do PS. O partido que se autoproclamou líder da oposição, que não perde uma oportunidade de brandir a bandeira da ética na vida pública, está neste caso em silêncio. Mas por vezes o silêncio é revelador, porque se existissem justificações, já teriam sido dadas e não deixavam o assunto ganhar estas proporções.
A história da política portuguesa obriga-nos a pensar quais são os laços que unem, certas figuras do Estado a certos partidos, todos sabemos que Luís Neves não é Social Democrata, muito menos de direita.

Isto é a prova que a obediência maçónica em Portugal, tem uma ligação historicamente documentada aos socialistas. Não é a teoria da conspiração, é matéria jornalística investigada e publicada. Existiu até uma loja conhecida por "Gabinete", porque dela faziam parte elementos do governo de Guterres.
Ninguém prova que Luís Neves seja maçon, é um facto, também é assim que eles operam, no silêncio. Mas quando um ministro acumula suspeitas desta gravidade e o principal partido da oposição opta pelo mutismo, foge deliberadamente às questões dos jornalistas, a conclusão é óbvia: quando "irmãos" estão em apuros, os outros guardam silêncio, ou então saem a público para os defender, como fez Sérgio Sousa Pinto (antigo deputado do PS e atual comentador televisivo), que classificou tudo isto como questões de "lana caprina"!
O CHEGA não tem "irmãos" a proteger. Tem, isso sim, a obrigação a exigir ao governo, as respostas que a democracia, essa que o PS tanto diz defender, merece!
A maçonaria governa em Portugal. E há governantes, que garantem que, quando é preciso, ninguém responde.
E o Luís? Onde anda? Está a trabalhar no “Gabinete”?!
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