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Gazeta Paços de Ferreira

13/06/2026, 0:00 h

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FIFA para quem pode

Desporto Opinião Ricardo Neto

DESPORTO

Neste mês de junho, teremos o aguardado pontapé de saída do mundial de futebol FIFA 2026 e todos os portugueses se juntarão para ver Portugal a defrontar a Colômbia, a estreante selecção do Uzbequistão, e o Congo de Brian Chipenda, que já defendeu os emblemas do Freamunde e do Paços de Ferreira.

Por Ricardo Jorge Neto

 

O Congo regressa, assim, a um mundial, após ter participado anteriormente com o nome de Zaire. 

 

A sua estreia deu-se em 1974, no ano em que os ABBA venceram o Eurovision, ainda sem a presença de Israel, com a música Waterloo, sobre a batalha perdida por Napoleão; no mesmo ano em que Portugal venceu a batalha pela liberdade e se libertou de outro maléfico autocrata; infelizmente, nesse ano os zairenses viviam sob a batuta de Mobutu Sese Seko, um outro violento ditador. 

 

Após perder por 2-0 com a Escócia, e 9-0 frente à Jugoslávia, no terceiro jogo contra o Brasil, ao minuto 78 aconteceu um dos momentos mais bizarros de sempre no futebol. 

 

A selecção canarinha vencia por 2-0 e naquele minuto foi assinalado um livre perigoso para o Brasil e Rivelino daquela marca não errava muitas vezes. O juiz apitou e o defesa zairense Mwepu Ilunga saiu da barreira e chutou a bola para longe. Novo apito, cartão amarelo para o defesa, e risada mundial... 

 

Pelos vistos, os zairenses nem as regras de futebol conheciam… Foi assim, que este momento foi lembrado, até que Mwepu Ilunga explicou o que acontecera. 

 

Ele sabia as regras do futebol, o que as pessoas não sabiam eram as regras de Mobutu. Após a derrota com os jugoslavos, o ditador africano enviou militares ao hotel da selecção, para deixarem um recado: se perdessem por mais do que três golos com o Brasil, não regressariam vivos ao Zaire… 

 

 

 

 

Assim, com poucos minutos para fim, e com Rivelino prestes a marcar o livre, Mwepu Ilunga decidiu chutar a bola de forma incompreensível, apenas para passar tempo, evitando sofrer mais golos! No final perderam por 3-0, e ficaram vivos… 

 

Felizmente, este tipo de incidentes não ocorrerá neste mundial, porque um dos líderes dos países organizadores do evento, Donald Trump, recebeu da FIFA em 2025, o ‘merecido’ Prémio da Paz. 

 

E sentindo-se, talvez na obrigação de retribuir o gesto, decidiu raptar o autocrata da Venezuela em janeiro deste ano, e ainda não satisfeito, atacou e matou o autocrata iraniano, tudo em nome da ‘paz’…

 

Mas não temamos, amigos, porque o antigo amigo de Epstein está mais habituado a adentrar vestiários de concursos misses, logo não será visto a entrar em balneários de jogadores, ou mesmo dentro do campo, como fez o Sheik Fahad Al-Sabah em 1982, numa partida do mundial disputado em Espanha, noutro momento inusitado do futebol. 

 

Corria o minuto 80 e a França, que já vencia os kuwaitianos por 3-1, viu Giresse fazer o quarto golo… mas o sheik achou que houve um apito, que enganara os seus jogadores, que ficaram parados! Assim desceu até ao relvado, e após momentos de tensão, o juiz soviético anulou o golo, naquela que foi a primeira reversão de uma decisão de um árbitro em campo, e ainda ninguém pensava num sistema VAR…

 

E isto, porque, no futebol da FIFA, quem pode, pode, ou seja, quem tem muitos dólares pode tudo, desde anular um golo, ou até mesmo comprar um bilhete milionário para assistir a uma partida do mundial!

 

 

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