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Gazeta Paços de Ferreira

11/10/2026, 0:00 h

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MAIS DO MESMO. JÁ NÃO HÁ PACIÊNCIA ...

Opinião Opinião Politica Partido CDS/PP

OPINIÃO POLÍTICA

Hoje gostaria de falar da questão dos combustíveis.
Todos os dias somos bombardeados com notícias sobre subidas e descidas dos preços. Embora, curiosamente, as subidas pareçam sempre durar mais tempo.

Por Óscar Leal (Deputado da AM Paços de Ferreira pela coligação MAIS)

 

Também ouvimos frequentemente membros do Governo apelarem à contenção no consumo de combustível. A Ministra do Ambiente, o Primeiro-Ministro e outros governantes vão repetindo a mesma mensagem: os portugueses devem gastar menos.

 

A recomendação é interessante. O problema é que não apresenta qualquer alternativa.

 

A maioria das pessoas não gasta combustível porque quer. Gasta porque precisa. Precisa para ir trabalhar, para levar os filhos à escola, para ir ao médico ou simplesmente para cumprir as suas obrigações do dia a dia.

 

Será que alguém acredita que os portugueses ainda não perceberam que gastar menos combustível seria melhor para a carteira?

 

Na próxima crise alimentar talvez descubram que a solução passa por comer menos.

 

Claro que todos devemos evitar desperdícios. Isso é apenas bom senso. O problema surge quando o bom senso é apresentado como se fosse uma medida política.

 

Se os transportes públicos funcionassem de forma eficaz, muitos utilizá-los-iam. Mas a realidade é bem diferente. E quanto à bicicleta, apesar de ser uma boa ideia, basta olhar para a maioria das nossas cidades para perceber que não foram pensadas para esse tipo de mobilidade.

 

 

 

 

Mas há outra questão que me chamou a atenção.

 

O Governo garante que não ganha um cêntimo com a subida dos combustíveis.

 

Muito bem. Admito que possa ser verdade.

 

Mas também não perde.

 

Aquilo que nos é apresentado como uma grande ajuda consiste, em grande medida, em compensar o aumento da receita do IVA através da redução do ISP.

 

Traduzindo por miúdos: arrecada-se mais por um lado e devolve-se uma parte pelo outro.

 

Não parece propriamente um milagre financeiro.

 

Ainda assim, estas medidas são frequentemente apresentadas como um enorme esforço do Estado.

 

Confesso que nem sempre consigo acompanhar uma lógica tão sofisticada.

 

Mas certamente a culpa é minha. Talvez seja necessário um curso avançado em propaganda política para compreender certas explicações.

 

 

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