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Gazeta Paços de Ferreira

15/05/2026, 17:19 h

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Montenegro e a teoria da saturação

Opinião

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Montenegro está a seguir a tática de Trump, que quando encontra um problema grave, pessoal ou político, cria imediatamente uma situação polémica que atraia a comunicação social.

 

Nas medidas mais gravosas do pacote laboral o governo volta a manter a precariedade como objetivo, na proposta a enviar ao Parlamento, fazendo tábua rasa de nove meses de negociações com a UGT.

 

Montenegro está a seguir a tática de Trump, que quando encontra um problema grave, pessoal ou político, cria imediatamente uma situação polémica que atraia a comunicação social. Depois vai mantendo essa encenação com avanços e recuos, até que a opinião pública se canse, e os problemas que quer esconder passem a ser esquecidos.

 

Até há algum tempo o para-raios do governo era a ministra da saúde, que centrava as atenções; agora, ao manter no pacote laboral   propostas abstrusas, contra ventos e marés, vai escamoteando os desastres da política de Habitação, tornando menos mediáticos os da Saúde, permitindo o avanço de contratos milionários na Defesa e deixando na mesma a Justiça, enquanto quatrocentas mil pessoas dependem de ajuda alimentar.

 

Vale a pena pesquisar na net a “teoria da saturação de Steve Bannon”, o ideólogo estratégico de Trump; aí encontraremos o roteiro só aparentemente bizarro, seguido por Montenegro. Depois de elogiado publicamente pelo secretário de estado americano Marco Rubio por ter facilitado o uso das Lajes para o ataque americano ao Irão, não admira que Montenegro continue a seguir a cartilha do mestre Trump na montagem de operações de diversão: quem sai aos seus não degenera. 

 

José Cavalheiro

 

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