13/06/2026, 17:23 h
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OPINIÃO
Um governo trabalha para resolver os problemas mais importantes dum país, ou para combater problemas simbólicos, mas irrelevantes?
Se olharmos para a lei da burka, da perda de nacionalidade de imigrantes criminosos, ou do pacote laboral, teremos de perguntar antes de mergulhar na polémica: o que significam em termos reais?
Quantos imigrantes naturalizados portugueses foram condenados por crimes graves?
Quantas mulheres de burka foram avistadas em Portugal?
Quantas mães fintaram o sistema fingindo que andavam a amamentar os filhos?
Dessa contabilidade concluiremos facilmente que Montenegro não está a governar seguindo a agenda de Portugal, mas a do imaginário simbólico do Chega.
Quanto à nova proposta para a Prestação Social Única, basta perguntar se uma mãe com 3 filhos dona dum casebre, que só pelo terreno, já vale mais de 16.000 euros, não deve ter direito a uma pequena ajuda?
E o filho deve abandonar a escola, para ir com a mãe, escravos da autarquia, trabalhar nos jardins públicos?
Todas estas leis, porque não atacam problemas relevantes, mas apenas imaginários simbólicos, encerram uma mensagem: este governa odeia imigrantes, odeia trabalhadores com direitos, e agora veio esclarecer que também odeia pobres.
José Cavalheiro
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