Por
Gazeta Paços de Ferreira

06/06/2026, 9:34 h

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Um Homem À Frente do Treinador

Desporto Opinião Pedro Queirós

DESPORTO

“Eu acho que vamos ganhar todas as competições. Quase de certeza que me vou enganar, mas esta é a minha mentalidade”. A frase é de Luís Enrique e remonta a 2024.
E a verdade é que não se enganou.

Por Pedro Queirós

 

Se o caminho para a conquista do campeonato está mais ou menos aberto (pode dar-se ao luxo de umas escorregadelas e, mesmo assim, ser campeão de forma confortável), o mesmo não podia ser dito em relação à Liga dos Campeões, o sonho do dono do clube.

 

Depois da final perdida, em 2020, onde já estavam Neymar e Mbappé, os parisienses ainda lhes juntaram Messi… uma receita mágica para um sucesso garantido.

 

Errado.

 

Demasiada qualidade está (quase) sempre aliada a um ego do mesmo tamanho. Se para a Ligue 1, atacar com 11 e defender com 8 era suficiente, o mesmo era insuficiente, quando se defrontavam equipas que igualavam a qualidade no conjunto.

 

 

 

 

Luís Enrique foi rápido a identificar o problema: diminuir a qualidade individual e aumentar a qualidade do coletivo. Abdicar de estrelas que atraem toda a atenção e focar-se em construir uma equipa vencedora.

 

Até porque vejamos: Messi saiu contrariado de Barcelona e já não tinha - nem tem -, nada a provar no futebol. Paris permitiu-lhe continuar na Europa e lutar por grandes títulos.

 

Neymar foi para ser estrela, mas rapidamente foi ofuscado por Mbappé e, depois, por Messi. O brasileiro também já tinha perdido o compromisso com o futebol e não era o mesmo, que reinou ao lado de Messi em Barcelona. Mbappé agarrou-se cedo demais à fama de claro vencedor de bola de ouro e de nova coqueluche do futebol mundial. Ganhou manias que não são para um jogador do seu estatuto e foi para Madrid fazer o mesmo, que fazia em Paris e os resultados estão à vista.

 

O PSG de Luís Enrique, com o apoio de Luís Campos, foi cirúrgico e contratou jogadores capazes de acrescentar à equipa: Vitinha e João Neves são casos flagrantes de sucesso, assim como a recuperação de Dembelé, perdido depois de ter sido uma sombra em Barcelona, conseguiu renascer e tornar-se um Bola de Ouro. Tal como Fabian Ruiz que, já um pouco esquecido e, dir-se-ia, ultrapassado, parece um novo jogador. Nuno Mendes assumiu protagonismo e é, hoje, um dos melhores laterais do mundo. 

 

Duas ligas dos campeões consecutivas e a certeza de que, enquanto o PSG se gerir desta forma, estará sempre na luta por mais. Tudo isto, porque Luís Enrique sempre percebeu que, para se ganhar no futebol são precisos homens, para além de bons jogadores.

 

 

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