19/07/2026, 0:00 h
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Desporto Futebol José Neto Opinião
MUNDIAL FUTEBOL 2026
Por José Neto (Doutorado em Ciências do Desporto; Docente Universitário; Embaixador Nacional para a Ética e Fair Play no Desporto)
Como luz que rasga o horizonte da distância e por indicador indissociável à problemática que ao longo do tempo lidera o pensamento filosófico do Desporto, como movimento na transcendência ou superação, na promoção e desenvolvimento da personalidade, como expressão da vontade e onde é capaz de emergir o sangue, a carne, a emoção, o desejo, a paixão (Sérgio M.), dizia, por indicação ou referência do meu grandíssimo PROFESSOR, foi encontrada a forma de no decorrer duns tempos a esta parte, ( julgo que 9 anos), a resposta ao convite de Sua Excelência o Senhor Presidente da República e Governo de Cabo Verde, no momento Doutor Jorge Carlos Fonseca, algumas sessões que decorreram na aula magna do palácio presidencial, no auditório da Federação Cabo Verdiana de Futebol e no palácio do governo.
O primeiro tema teve como título: “na Força do Otimismo a Chama para o Sucesso”, onde se procurou enquadrar uma dinâmica propulsora no combate ao pessimismo, provocado por situações de crise onde foram desenvolvidas, e exemplificadas as principais fontes para a conquista do êxito.
O tema sequente versou “ Preparar para Ganhar”, onde se procurou caracterizar e desenvolver a evolução do jogo de Futebol, a avaliação e periodização da época desportiva; a observação e análise do jogo e a preparação para a competição, terminando com estratégias de orientação prática mais utlizadas em termos pessoais em equipas que se sagraram campeãs europeias (hóquei em patins e futebol), subidas à 1ª liga e campeãs, bem como a obtenção do 3º lugar e o acesso à liga dos campeões duma equipa cujos objetivos no início da época se situavam nos processos de manutenção (F.C.P.Ferreira com Paulo Fonseca), enquadrando outros estudos obtidos e revelados em trabalhos de campo em clubes que obtiveram êxito.
Outra temática desenvolvida, referiu-se à problemática do “Exercício e Atividade Física para a Saúde”, anotando as atividades físicas mais representativas no sentido de prevenir e recuperar essas patologias, apresentando exemplos bem significativos.
Outro tema de apresentação e discussão focou-se no tema “Lesões – o pior inimigo dos Futebolistas”, em que foram tidos em atenção os fatores predisponentes para o aparecimento de lesões no desporto; os fatores psicológicos associados à prevenção e recuperação de lesões desportivas; avaliação e diagnóstico psicológico das lesões e estratégias de acompanhamento e recuperação física e psicológica dos atletas lesionados.
Terminamos este ciclo de conferências com referência ao tema “Desporto, Cultura, Vida e … Festa”, em que foi elaborada a conceção histórica e evolutiva do desporto e da atividade física e a sua relação com o desenvolvimento do jogo como símbolo de solidariedade, tendo como compromisso os jogadores, treinadores, árbitros, dirigentes e espectadores, apelando aos compromissos do Fair Play como escola de virtudes de preparação para a vida, noções de amizade, respeito pelo outro, luta contra a batota, doping, comercialização excessiva e corrupção.

A matéria constante dos temas em debate, resultaram de publicações por mim efetuadas, e que as editoras Bertrand, Asa e Prime Books muito me prestigiaram, ao tornar público, associada à vida prática e pedagógica na formação de treinadores ou na minha carreira universitária.
Presente um grupo de formandos, envoltos por uma salutar competência no campo afetivo e atencional, renovando a esperança de fazer de cada dia, um crescer de entusiasmo. Composto por professores de Educação Física e Desporto, treinadores de várias modalidades, docentes universitários, selecionadores nacionais, atletas olímpicos, magistrados, oficiais militares e outros, fizemos do acordo em estimular e promover a capacidade de reflexão das ideias, uma fórmula de aproximação da cultura científica à cultura humanista.
Perante figuras ímpares duma sociedade onde habita a fidalguia de trato, a civilidade do homem e a nobreza do cidadão, jamais poderei ficar “quedo e mudo”, impávido e imprevisível.
Deste modo, permitiram-me neste momento evocar o estatuto da grandeza do povo cabo-verdiano que habita no fino recorte do seu olhar. Pelo que me foi dado a perceber, denotava-se-lhe uma invulgar capacidade cultural, cujos traços de identidade roçava a fidalguia, negligenciava a apatia, fortalecia o entusiasmo, pela forma tão elegante e digna e generosa como me recebeu, marcou sem dúvida uma parte bem gravada na história da minha existência.
As visitas guiadas aos espaços dedicados à prática da atividade física e em especial ao Estádio Nacional, denotava-se um apego à explicação do pormenor, vendo reconstruídas valências autenticadas com o amor do coração, mesmo contagiante de quem vê na obra, “gente de oiro equipada”, para em termos de despedida me presentearem com o símbolo duma tocha olímpica e uma expressão que fará constar no vocabulário do meu coração “MORABEZA – o seu bem acolher”!...
Por isso exaltei com esmerado júbilo a presença dos “TUBARÕES AZUIS” neste mundial de Futebol, rubricando na história os 16 avos na sua estreia de sempre, com 3 empates na fase de grupos e um prolongamento épico com a seleção campeã do mundo em título, Argentina.
De referenciar a forma gigante como uma estrutura composta de gente simples e humilde, fez da bandeira das 10 estrelas douradas, seu símbolo sagrado e que sem conhecer os atalhos para o facilitismo, transportou na alma as pegadas da experiência vivida e ostentou nos olhos as cores da esperança do tamanho do mar!... CANTA MEU IRMÃO, CANTA!...
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