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Gazeta Paços de Ferreira

12/05/2026, 15:05 h

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A galinha dos ovos de ouro

Destaque Política Saúde

As parcerias publico privadas aumentam 60% em 2024

O Estado não é apenas reduzido, como querem os liberais,  mas redesenhado para atuar como um agente que garante o funcionamento dum mercado muito lucrativo, privatizando empresas estratégicas e desviando  gastos sociais, como a Saúde, para o setor privado.

Os últimos indicadores de Saúde evidenciam o que já se temia: o aumento das listas de espera. Enquanto a parcerias publico privadas aumentam 60% em 2024, e o Estado já paga anualmente aos privados 150 milhões de exames de diagnóstico, a saude publica fica mais doente.

 

Agenda neo-liberal

 

O falhanço da estratégia do governo, não só na Saúde como na Habitação, onde é ainda mais flagrante, não acontece por acaso: os princípios e as preocupações sociais -democratas foram encapotadamente substituídos por uma agenda que superficialmente parece ser liberal-entregar quase tudo ao mercado- mas que na verdade é pior que isso :é mesmo neoliberal.

 

O Estado garante

do funcionamento

dum mercado muito lucrativo

 

O Estado não é apenas reduzido, como querem os liberais,  mas redesenhado para atuar como um agente que garante o funcionamento dum mercado muito lucrativo, privatizando empresas estratégicas e desviando  gastos sociais, como a Saúde, para o setor privado.

 

É este o papel da Ministra da Saúde

 

É este o papel da Ministra da Saúde, que por exemplo  lança dezenas de substitutos das  USF, Unidades de Saúde  Familiar, um negócio que serve para o Estado pagar mais caro  serviços pontuais de medicina curativa,

 

Umas cirurgias rápidas às cataratas ou à vesicula

deixando as doenças crónicas

e os casos complicados

e caríssimos

para o SNS.

 

mas não para melhorar o essencial: a medicina preventiva, uma estratégia de Serviço de Saúde, bem diferente do Negócio da Saúde que investe na intervenção pontual e rentável: umas cirurgias rápidas às cataratas ou à vesicula deixando as doenças crónicas e os casos complicados e caríssimos para o SNS.

 

Porquê atacar a raposa?

 

Só a agenda neoliberal oculta justifica que Montenegro não substitua a ministra: porquê atacar a raposa, se esta consegue transformar a capoeira, pondo  as galinhas a dar ovos de ouro?

José Cavalheiro

 

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