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Gazeta Paços de Ferreira

09/05/2026, 9:24 h

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Alô, Portugal! Há Novo Campeão

Desporto Opinião Pedro Queirós

DESPORTO

Há umas semanas, escrevi que os fantasmas de Farioli não existiam… mas se realmente andavam aí, já desapareceram.

Por Pedro Queirós

 

O FC Porto confirmou o que andou a construir desde Agosto. Não era uma época fácil, talvez nem se esperasse que o título chegasse este ano ou, pelo menos, que não fosse conseguido com nove pontos de diferença para o segundo classificado ou, até, que ainda com duas jornadas por disputar já tivesse mais pontos do que aqueles que consagraram o Sporting na última época.

 

Há muito dedo de treinador aqui. Farioli conseguiu montar uma equipa que seguisse as suas ideias e contratou jogadores de acordo com aquilo que pretende para a equipa. O FC Porto de início da temporada era arrasador, quebrou fisicamente de forma natural, mas Farioli soube gerir e adaptar a equipa ao contexto para fazer uma reta final próxima do futebol que apresentou nos primeiros jogos. Contudo, o obreiro deste campeonato é André Villas Boas, rosto de uma estrutura que se mostrou competente em tempos de adversidade. A época passada foi um desastre. Dois treinadores, futebol pobre, zero confiança, todos os jogos eram uma dor de cabeça. O único ponto positivo da época passada foi a afirmação de Rodrigo Mora. A diferença para esta época é tão grande que o melhor jogador da temporada passada, é atualmente suplente.

 

O FC Porto é líder desde a primeira jornada, é líder isolado desde a quarta. Chega a esta altura com quinze golos sofridos e apenas uma derrota. Sou defensor de que não há campeões injustos e este FC Porto está longe de ser um campeão injusto. Não deixou margem para dúvidas.

 

 

 

 

Não ser campeão esta época não iria surpreender ninguém. O FC Porto do mundial de clubes nem competitivo era… um mês depois estava a sufocar os adversários à entrada da área e a controlar os jogos de forma tranquila. Percebo quem aponte o dedo ao fracasso da Liga Europa, principalmente com um adversário perfeitamente ao alcance, mas já seria demasiado. Farioli rodava sete ou oito jogadores para gerir o plantel e disputou todos os jogos, podia ter ganho as duas mãos frente ao Nottingham Forest porque foi muito melhor nos dois jogos, mas o futebol é assim mesmo. Na próxima época, estará na Champions de igual forma.

 

Uma palavra ao Sporting. É normal todo o entusiasmo à volta da campanha na liga dos campeões. Afinal, não é todos os dias que se vence o campeão europeu, mas a falta de opções fez com que a mesma equipa que venceu o PSG fosse empatar na casa do já despromovido AVS. E não, presidente Varandas, não foi a reviravolta frente ao Bodo que tirou o tricampeonato ao Sporting, foi, por exemplo, ter deixado sair um Alisson em claro crescimento para ir buscar um Faye que até fora da convocatória chegou a ficar. 

 

Desengane-se quem pensa que a diferença deste campeonato esteve no número de jogos ou nos lesionados. As competições europeias ainda nem tinham começado e o FC Porto já era líder, depois de vencer em Alvalade.

 

 

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