Por
Gazeta Paços de Ferreira

07/05/2026, 8:29 h

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Duas notas sobre o 24 de Abril

Destaque Editorial Opinião Álvaro Neto

EDITORIAL

Comemoraram-se os 52 anos da Revolução de Abril e é sempre o momento adequado para manter viva a sua memória.

Por Álvaro Neto (Diretor da Gazeta de Paços de Ferreira)

 

Aproveitamos para algumas notas soltas sobre o regime a que pôs termo e que vigorou desde 1926 ate 1974, especialmente a proibição dos partidos políticos e o estatuto ( discriminação/subordinação) da mulher.

 

A Revolução de 25 abril 1974 coloca termo a uma longa ditadura de 48 anos e abre as portas à Democracia.

 

Durante a ditadura de Salazar e Caetano a liberdade e os direitos fundamentais dos cidadãos eram limitados ou mesmo inexistentes.

 

Era proibida a formação de partidos políticos. Apenas havia o do regime – a União Nacional (UN), que a partir de 1970 se passou a chamar Acção Nacional Popular (ANP).

 

Todos os cidadãos, que não se revissem nas ideias deste partido, não podiam expressá-las, sob pena de serem presos.

 

Para os identificar havia uma polícia politica, inicialmente PVE(Policia Vigilância do Estado), depois PIDE (Policia Internacional de Defesa do Estado) e finalmente DGS(Direcção Geral de Segurança),que vigiou, prendeu e torturou milhares de opositores ao regime.

 

E milhares de informadores, os célebres “bufos”, cidadãos comuns que denunciavam amigos, vizinhos, colegas de trabalho e até familiares.

 

Muitos portugueses pagaram com a vida a sua luta pela liberdade.

 

Outros viveram anos nas masmorras, depois de serem condenados por quererem um pais mais justo.

 

(Alguns, após cumprirem as penas, aos saírem da cadeia, eram novamente presos, por força de medidas de segurança, aplicadas pela polícia política (PIDE) , visando a «defesa da sociedade»)

 

A mulher era discriminada. Mesmo sendo a Fada do Lar. Se levasse porrada do marido, era comer e calar. Não se podia divorciar. Só muito tarde teve direito a voto, ainda que muito limitado.

 

Na educação, recorda-se a separação de edifícios: as escolas eram masculinas (para os rapazes) e femininas (para as raparigas). Quando o edifício era único, havia turmas masculinas e femininas em salas separadas, assim como os espaços de recreio eram divididos.

 

(Numa edição recente da Gazeta antigos alunos homenagearam a sua professora - não havia alunas. Era uma turma masculina)

 

 

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