10/05/2026, 0:00 h
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Opinião Opinião Politica Partido CDS/PP
OPINIÃO POLÍTICA
Por Óscar Leal (Militante do CDS de Paços de Ferreira)
Como já é habitual, esta é a única “ferramenta” utilizada na UE para diminuir a inflação. Tantas pessoas, tantas mentes brilhantes (?) e fazem sempre o mesmo.
Sabemos que as taxas vão subir, só não sabemos quando e quanto.
A lógica aponta para que se deveria controlar a inflação a montante e não a jusante. Como é possível os grandes especialistas de economia e finanças nunca terem pensado nisso? Estaremos a inventar algo? Não nos parece. Vamos então explicar ...
Se a inflação está assente essencialmente na subida do petróleo, que arrasta as empresas energéticas, que, por sua vez, arrastam todas as outras actividades ... então porque não controlamos e impedimos a subida dos preços da energia em cada país?
Assim os preços nos outros produtos e serviços não subiam, por consequência a inflação não subia e por consequência não haveria a necessidade de subir as taxas de juro, não prejudicando a grande maioria das famílias nomeadamente em Portugal.
Não nos venham dizer que a EDP, a GALP, os BANCOS (sim, os Bancos pois ganham muito dinheiro com a subida das taxas de juro) em geral não aguentam manter os preços mesmo com a subida do petróleo.
Será que os lucros bilionários de empresas como a GALP ou a EDP não podem, num determinado momento, terem lucros menos bilionários?
Falamos de Portugal, mas esta situação replica-se nos outros países da Europa. A isto chama-se antecipar, prever e controlar antes de acontecer.
O que é melhor? Subir as taxas de juro para controlar a inflação ou evitar a subida da inflação e por isso não ter de subir as taxas de juro?
Chamamos a isto “Fundamentalismo Democrático Liberal”, porque na Europa parece não existir espaço para obrigar as grandes empresas privadas a não se aproveitarem de situações extremas, como a que temos agora com as várias guerras existentes.
No meio de tanta desgraça há sempre quem ganhe muito dinheiro.
Sempre se ouviu dizer que “para situações extremas, são necessárias medidas extremas”.
Ao que parece, quando se trata de “travar”, pontualmente, os grandes lucros de grandes empresas ou grupos económicos, para benefício global, a Europa “esconde-se” atrás do tal “Fundamentalismo Democrático Liberal” e nada faz.
Pode até parecer, mas isto não é um discurso de esquerda, mas sim um discurso de quem se preocupa com as pessoas e tem flexibilidade politica e ideológica suficiente, para perceber que qualquer tipo de fundamentalismo é pernicioso.
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