21/03/2026, 0:00 h
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Atualidade Basquetebol Opinião Ricardo Neto
OPINIÃO
Por Ricardo Jorge Neto
Após a sua fundação, esta organização iniciou a preparação da estreia do basquetebol nos Jogos Olímpicos de 1936. E para tal, em 1935 organizou um torneio, que ficaria para a história como o primeiro campeonato europeu de basquetebol, vencido pela Letónia.
Curiosamente, umas edições depois, em 1949, o campeão europeu foi o Egipto...
Regressando a 1935, apesar de Portugal ser um fundador da FIBA, teve de realizar um jogo de apuramento contra a Espanha.
O jogo foi disputado em Madrid e os portugueses acabaram derrotados nesse jogo único de qualificação por 33-12.
Para além do jogo ter sido decidido na casa do adversário, o juiz da partida e, para espanto de todos, foi o treinador espanhol Mariano Manent…
No final da partida, com todos estes condimentos bizarros, a reacção dos portugueses foi a esperada… aceitaram a derrota com fair-play, reconhecendo a superioridade espanhola, que no europeu haveria por ser o finalista derrotado diante dos letões.
No mundo de hoje, que reclama por justiça e contesta todos os juízes, num jogo similar a este, seriam de esperar horas e horas de contestação nas televisões, jornais e redes sociais, dissecando cada lance, e cada pormenor da vida de cada interveniente, fazendo da justiça algo muito gelatinoso, que serve para cumprir os anseios de quem mais poder tem.

Se todos fôssemos justos, assim como aqueles basquetebolistas portugueses, saberíamos que a Rússia invadiu a Ucrânia de forma injusta, condenaríamos o Hamas pelo rapto e morte de todos aqueles jovens, e também saberíamos que Israel adoptou uma postura criminosa ultrapassando a sua legítima defesa ao matar milhares de civis, entre as quais muitas, e muitas crianças. Também saberíamos condenar o violento regime do Irão, e hoje da mesma forma, reconheceríamos que os Estados Unidos, sob a batuta do seu comandante Benjamin Netanyahu, peço desculpa pela imprecisão, comandante Donald Trump, não poderiam atacar o Irão sem uma justificação plausível. Ou vamos todos acreditar que Donald Trump está preocupado com a democracia e com as mulheres iranianas? O mesmo Donald Trump que bajula o príncipe da Arábia Saudita, conhecido pelo respeito profundo pelas mulheres… O mesmo Donald Trump, conhecido por vários episódios de desrespeito com mulheres, o mesmo homem que privava com Epstein, e que é referido demasiadas vezes nos seus famosos ficheiros, que a cada dia que passa, vai acordando o mundo para uma realidade cruel e repugnante.
Ficheiros que os poderosos querem esconder, e retirar da agenda mediática… nem que para isso se criem guerras, ocupando e desviando a cabeça de todos, com novos problemas no dia-a-dia, fazendo-os correr como loucos em busca de combustível, ou de papel higiénico.
Vamos continuar a acreditar em mentiras, aparentemente confortáveis, ou vamos ser justos juízes e ver a dureza da verdade?
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