22/03/2026, 0:00 h
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OPINIÃO
Por Jean Philippe Carneiro (Empresário do Ramo Imobiliário)
A dispersão de dados entre Conservatórias, Finanças e PDM gera um labirinto burocrático que atrasa a vida de todos. A solução passa por um levantamento que cruze estas bases com ortofotos atualizadas, corrigindo discrepâncias entre registos antigos e a ocupação real, garantindo uma localização inequívoca de qualquer propriedade.
Esta ferramenta é estratégica em três frentes fundamentais:
Gestão da Floresta: Conhecer proprietários e limites é vital para a limpeza de terrenos e eficácia das faixas de gestão de combustível. Sem um cadastro fiável, a proteção contra incêndios é uma luta cega e a responsabilização torna-se impossível.

Gestão Urbanística: Um cadastro digital agiliza licenciamentos e obras, reduzindo drasticamente conflitos de vizinhança sobre limites das propriedades. Além disso, permite que quem pretende adquirir uma propriedade possa consultar de antemão a área exata, garantindo assim que o crescimento das nossas freguesias se faz com rigor e transparência.
Gestão Industrial: Para atrair investimento, precisamos de segurança jurídica. Saber onde termina um lote e começa o domínio público transmite confiança a quem quer investir e criar emprego na nossa região.
Conclusão: Com o apoio das Juntas de Freguesia e campanhas públicas para atualização de dados, o Município ganhará justiça fiscal no IMI, agilidade administrativa e proteção ambiental. Implementar este sistema não é apenas um passo tecnológico, mas um compromisso com o desenvolvimento sustentável. É tempo de substituir a incerteza pela precisão digital, pois o futuro do nosso território depende de sabermos, exatamente, o que temos.
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