Por
Gazeta Paços de Ferreira

28/03/2026, 17:05 h

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«O PSD jamais desistirá da nossa terra»

Munícipio PSD

Miguel Pereira toma posse

 

A nova Comissão Política do PSD Paços de Ferreira, liderada por Miguel Pereira, tomou posse no passado dia 27 de março, numa cerimónia realizada no auditório Ermelinda Cunha - Castiça, na via de Frazão, que contou com uma forte adesão de militantes e apoiantes, enchendo a sala. 

 

 

 

 

A sessão teve como convidados de honra o eurodeputado Sebastião Bugalho e o dirigente da distrital do Porto e presidente da Câmara Municipal de Amarante, Jorge Ricardo, tendo ainda sido assinalado um momento de homenagem a Alexandre Costa, anterior presidente da Comissão Política e candidato à Câmara Municipal. 

 

 

 

 

No seu discurso, Miguel Pereira sublinhou que “assumir a presidência do PSD de Paços de Ferreira é, para mim, uma honra enorme, mas é também uma responsabilidade que sinto com um peso muito real”, garantindo que “estarei aqui para olhos nos olhos, dizer à nossa população que, por exemplo, do legado do PSD, fazem parte a construção dos centros escolares existentes no nosso concelho. Olhos nos olhos com a nossa população, dizer que esses são os mesmos centros escolares que hoje receberam as nossas novas creches. Olhos nos olhos com todos, acabar com a mentira de que o PSD era contra estas creches. O PSD sempre foi a favor, o PSD sempre foi contra, isso sim, com o modo como o PS quis fazer a gestão das mesmas, centralizando o serviço na Câmara Municipal, deixando de fora as nossas IPSS's.” 

 

 

 

 

O novo presidente deixou claro o tom da sua liderança, afirmando que “o PSD existe para servir Paços de Ferreira” e que “jamais desistirá da nossa terra. Jamais.” 

 

 

 

 

Defendeu uma oposição de proximidade permanente, lembrando que “iniciámos as visitas às freguesias cinco dias após a eleição, enquanto o executivo do PS demorou 150 dias a lá chegar”, assegurando que o PSD “estará ao lado da comunidade, independentemente da cor partidária e, foi disso sinal, a primeira freguesia que visitámos, Freamunde.”. 

 

 

 

 

Miguel Pereira sublinhou ainda que o seu compromisso passa por “um PSD mais popular, mais próximo e mais presente”, reforçando que “isso não é uma promessa, é um compromisso que se faz com ações”. 

 

 

 

 

No plano interno, definiu três prioridades estratégicas para a estrutura concelhia: crescimento, organização e proximidade aos autarcas. Afirmou querer “triplicar o número de militantes ativos”, defendendo que “quanto mais pessoas participarem na vida política, mais forte será a democracia e mais forte será o PSD”. 

 

 

 

 

Sobre a reorganização interna, anunciou a criação de núcleos de freguesia, defendendo que “um partido que quer governar um concelho tem de conhecer o concelho ao detalhe, não apenas os números, mas as pessoas, as associações e as realidades locais”. 

 

 

 

 

Na relação com os eleitos locais, foi particularmente incisivo, garantindo que “quem assume responsabilidades em nome do PSD não pode sentir que está sozinho” e afirmando: “estarei permanentemente ao lado dos nossos eleitos, a apoiá-los, a coordenar e a amplificar a sua voz”. 

 

 

 

 

Na sua intervenção, deixou ainda uma visão clara sobre a política: “no dia em que começarmos a olhar para o chão, no dia em que tivermos dificuldade em dizer aquilo que sentimos, deixaremos de fazer política”, defendendo que “a participação política não é profissão, é serviço, serviço desprendido de qualquer interesse”. 

 

Na análise ao concelho, considerou que Paços de Ferreira “tem andado muito aquém do seu potencial”, sublinhando que “temos empresários de excelência, trabalhadores qualificados e um setor industrial forte, mas continuamos entre os concelhos com menor poder de compra do país”. 

 

 

 

 

 

Sobre o caso PFR Invest, acusou o PS de falta de transparência, afirmando que “o PS sabia desde maio do ano passado que existia uma condenação de 10 milhões de euros e mesmo assim foi a eleições sem dizer a verdade à população”, acrescentando que “o PS omitiu informação porque falhou politicamente”. 

 

 

 

 

Na crítica à governação socialista, afirmou ainda que “em democracia, o poder tem de saber que existe escrutínio e as pessoas têm de perceber que existe alternativa”, defendendo uma oposição “que denuncia quando tem de denunciar e que propõe quando tem de propor”. 

 

 

 

No capítulo das propostas, destacou a necessidade urgente de investimento em infraestruturas, defendendo “um novo pavilhão municipal no norte do concelho”, sublinhando que “não se trata de um capricho, trata-se de igualdade de oportunidades para centenas de jovens”. 

 

 

 

 

Na área económica, propôs uma nova estratégia para a “Capital do Móvel”, defendendo uma internacionalização coletiva através de um “stand territorial - Capital do Móvel 4.0”, capaz de projetar as empresas do concelho para mercados internacionais. 

 

 

Criticou ainda a falta de planeamento urbano, afirmando que “não consigo pactuar com um concelho que não abre uma nova avenida há 12 anos”, defendendo a necessidade de um plano de mobilidade e acessibilidades até 2035. 

 

 

 

Miguel Pereira concluiu assegurando que “o PSD estará sempre ao lado das pessoas” e que “o PSD existe para construir o futuro de Paços de Ferreira com ambição, proximidade e coragem política”. 

 

 

 

 

A sessão contou ainda com intervenções dos convidados de honra. O dirigente da Distrital do Porto e autarca de Amarante, Jorge Ricardo, destacou que tem a “porta aberta para ajudar Paços de Ferreira” e manifestou confiança na nova equipa, sublinhando que vê nela

“capacidade para inverter o ciclo político de Paços de Ferreira”. 

 

 

 

Por fim, o eurodeputado Sebastião Bugalho enalteceu o projeto liderado por Miguel Pereira, referindo que reconhece nesta equipa “capacidade para fazer muito mais por Paços de Ferreira”, salientando o potencial do concelho. Destacou ainda a “clarividência de um jovem presidente que falou tão bem do partido, mas falou ainda melhor do concelho, denunciando, mas apresentando um caminho”. O eurodeputado elogiou igualmente a “sala cheia e o sentimento que aqui se vive, entre militantes, simpatizantes e muitos cidadãos que, não sendo do partido, se reveem nesta equipa e no seu líder".

 

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PSD - Paços de Ferreira

 

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