Por
Gazeta Paços de Ferreira

10/09/2026, 11:09 h

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PRR SIM, Preço da habitação, NÃO

Destaque Editorial Opinião Álvaro Neto

EDITORIAL

O município de Paços de Ferreira conseguiu obter do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) o valor muito significativo de 50 milhões de euros para proceder a obras de recuperação e investimento, o que fez através de 18 candidaturas para os setores educativo, social, de saúde e habitacional.

Por Álvaro Neto (Diretor da Gazeta de Paços de Ferreira)

 

A maioria das empreitadas já está concluída, nomeadamente: no setor educativo, a requalificação das escolas EB2/3 de Paços de Ferreira, EB2/3 de Frazão, EB2/3 de Freamunde e EB2/3 de Eiriz; no setor social, 13 creches de utilização gratuita, a Estrutura Residencial de Pessoas Idosas (ERPI), instalada em Carvalhosa e a Residência de Autonomização e Inclusão (RAI),em Ferreira; na habitação social, o município procedeu a obras de reparação nos bairros de Outeiro Paços de Ferreira, Arreigada, Boavista, Modelos e Penamaior Na saúde, o município procedeu a uma intervenção no Centro de Saúde, em Freamunde.

 

Encontram-se em fase de conclusão, mas dentro dos prazos financeiros estabelecidos pelo PRR, na habitação, a requalificação do conjunto do Bairro do Outeiro em Freamunde, Bairro de Seroa e Pigeiros.

 

Na saúde, está em vias de conclusão a construção do Centro de Saúde em Paços de Ferreira.

 

Não restam dúvidas que estes investimentos vão contribuir significativamente para a melhoria das condições de vida de largas camadas da população residente no concelho e podem contribuir para a captação de mais famílias virem para cá residir, atraídas pela rede de creches, e a gratuitidade dos serviços de educação até ao 12.º ano (livros, refeições, transportes) e pelos serviços do novo Centro de Saúde.

 

No entanto, os interessados vão-se deparar com enormes dificuldades para adquirir ou arrendar casa, assumindo qualquer das modalidades preços muitos elevados, apesar de o ritmo de construção ser actualmente muito intenso.

 

Estudos do Banco de Portugal consideram “saudável” que a aquisição de casa implique entre 30% e 35% do rendimento líquido familiar, mas um estudo da Casa Directa revela que em Paços de Ferreira a aquisição de casa implica um esforço de 37% do rendimento líquido familiar.

 

(E ainda persiste a velha questio das portagens na auto-estrada)

 

 

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