27/02/2026, 12:53 h
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Não sei se consigo escrever
para ti, meu amor, versos com rima.
Ando no mundo sem nada ver...
Contigo foi quase tudo o que tinha.
O resto é saudade que em mim mora,
dor funda, cruel, qual vil sentença.
A minha alma sempre triste chora
pela perda da partilha e tua presença.
À noite, sinto, em plena calada,
que te deitas serena a meu lado,
pousas a cabeça na mesma almofada,
e adormeço assim, aconchegado.
Sinto teu beijo dar-me alento,
peço ao luar que mostre teu rosto,
devolvo-te mil beijos pelo vento
para afundar-me em sonho perfeito!
Como antes, hoje, do gesto espero magia:
ao sair, beijo teu rosto emoldurado;
é carinho que guia o meu dia,
e ao deitar repito o gesto consagrado.
Agora sinto-me de ti tão perto.
Já tenho saudades das lágrimas que perdi
ao lembrar todo amor e afeto.
Quis afogar a dor … não consegui!
Cândido Ribeiro
Paços de Ferreira fev26
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