30/05/2026, 11:17 h
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CULTURA
Por Manuel Maia
O dia 1 de Maio começou a ser comemorado em Portugal durante a 1ª República, tendo sido proibido na ditadura salazarista, ou seja, durante aquilo que se designou por Estado Novo.
Desde o 25 de Abril de 1974 tem sido celebrado todos os anos. Atualmente é feriado e palco de manifestações, pelos direitos dos trabalhadores não só em Portugal, mas em vários países do mundo.
Este ano tem um significado acrescido pois vivemos um momento muito difícil para muitos trabalhadores, que suportam a muito custo a carestia de vida!
Devemos a celebração deste dia ao “25 de Abril/74”, para mim sinónimo de Liberdade, por isso o slogan “25 de Abril Sempre” é mesmo, para sempre.
Pois bem, dos muitos heróis que se fala, quando se fala deste dia, há um que permaneceu completamente ignorado durante 40 anos e para muitos de nós continua incógnito.
Falo do cabo José Alves da Costa.
Tive o prazer de o conhecer e conviver com ele, no dia 14 de Abril, durante o habitual jantar do “Grupo das Terças-feiras” (ver caixa ao lado). Foi nosso convidado de honra nesse jantar.

Fiquei a saber, então, que se trata de um herói (no verdadeiro sentido da palavra) natural e residente em Balazar – Póvoa de Varzim. Ficou e ficará para sempre na história do “25 de Abril/74”, pelo célebre momento de não ter cumprido a ordem de disparo contra a coluna militar de Salgueiro Maia.
Ordem dada pelo brigadeiro Junqueiro dos Reis, 2º Comandante da Região Militar de Lisboa (R.M.L.). Se o tivesse feito muitos de nós não estariam aqui, pois a guerra civil seria um facto inevitável, tal era o contingente de forças armadas de um lado e do outro.
Foi condecorado, em 2021, pelo Sr. Presidente da Républica, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Cruz de Grande Mestre da Ordem da Liberdade. Aliás, já conta no seu palmarés 4 medalhas.
Acabei de lhe telefonar e perguntei se eventualmente o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, no próximo ano, por altura do 25 de Abril o convidasse para vir a esta cidade contar a sua história ele estaria disponível.
Disse que “sim, que viria com muito gosto, desde que fosse convidado com alguma antecedência, devido às muitas solicitações e compromissos que possam surgir, antecipadamente”.
Apesar de ser “Comendador” nunca deixou de ser uma pessoa simples, humilde e com grande participação na comunidade. É casado. Tem 4 filhos e 7 netos. Trabalhou sempre na Continental/Mabor – Famalicão. Hoje, com 74 anos, milita na reforma.
A simplicidade é o paradigma das grandes almas!
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