06/11/2026, 17:21 h
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Após seis anos e meio de militância
Carlos Dias vem dar conhecimento aos órgãos de comunicação social da sua decisão de cessar a militância no partido CHEGA, após seis anos e meio de participação política ativa, durante os quais exerceu diversas funções de responsabilidade concelhia, distrital e nacional.
A decisão é anunciada hoje, 6 de novembro de 2026, precisamente no dia em que se assinalam seis anos da inauguração da sede concelhia do CHEGA em Paços de Ferreira, conferindo a este momento um particular significado pessoal e político.
Esta desfiliação resulta de profundas divergências relativamente ao funcionamento democrático interno do partido, nomeadamente:
• A ausência de eleições democráticas para os órgãos dirigentes das estruturas concelhias;
• A impossibilidade de promover alterações estatutárias que permitam uma maior participação dos militantes;
• A crescente centralização das decisões políticas e das nomeações internas;
• O afastamento dos princípios de ética, justiça, equidade e meritocracia que estiveram na origem da sua adesão ao projeto.
Carlos Dias considera particularmente contraditório que um partido que se apresenta como alternativa ao sistema político português mantenha, internamente, práticas de nomeação e concentração de poder que critica publicamente nos restantes partidos.
Carlos Dias esclarece que, apesar da sua desfiliação enquanto militante, continuará a exercer o mandato de deputado na Assembleia de Freguesia de Seroa, mantendo a representação política do CHEGA até ao final do mandato, em 2029.
Esta decisão - esclarece Carlos Dias - assenta num princípio fundamental de respeito pela vontade popular. Foi eleito pelos cidadãos de Seroa numa candidatura apresentada pelo CHEGA e considera que abandonar essa representação seria defraudar a confiança dos eleitores que depositaram o seu voto em si e no projeto político pelo qual se candidatou.
A sua divergência é com o funcionamento interno do partido, não com os compromissos que assumiu perante os eleitores. Por essa razão, continuará a desempenhar as suas funções autárquicas com a mesma dedicação, responsabilidade e independência de pensamento, defendendo os interesses da população de Seroa.
Seclarece ainda que, em 2029, com o término do atual mandato autárquico, encerrará definitivamente todas as ligações políticas que ainda o associem ao CHEGA e que esta decisão representa o encerramento de um ciclo de militância partidária, mas não o abandono da intervenção cívica e política.
Sublinha, finalmente, que os partidos políticos devem estar ao serviço dos cidadãos e não os cidadãos ao serviço dos partidos.
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