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Gazeta Paços de Ferreira

18/07/2026, 11:02 h

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Duas notas sobre a comunicação social dominante

Opinião Opinião Politica Partido Comunista CRISTIANO RIBEIRO

OPINIÃO POLÍTICA

Por Cristiano Ribeiro (Médico e Militante do PCP)

 

1 - A mentira omnipresente

 

Cândida Pinto, a jornalista da RTP, mente e sabe que mente quando afirma que nos G7 se reúnem os países mais ricos do mundo. Cândida Pinto sabe que não é verdade mas insiste, tal como outros, em tentar identificar riqueza com capitalismo,  "ocidente " com prosperidade, globalização com imperialismo, guerra com direitos humanos. Não é a única avançada jornalista do sistema mediático mundial com base nos corredores da diplomacia de Washington, Londres ou Paris ou da agressiva NATO. A linguagem e a argumentação acompanham sempre estratégias comunicacionais elaboradas em centros importantes de manipulação de massas. É a teoria dos "regimes teocráticos" ou "ditatoriais", aplicado ao Irão e à Rússia, mas não à Arábia Saudita, aos outros Estados do Golfo ou a Israel. É a teoria das vítimas da guerra da Ucrânia, onde só morrem soldados russos, e crianças e adultos civis ucranianos, e nunca civis em área separatista, soldados ucranianos, militares da NATO e mercenários estrangeiros. É a teoria do genocídio palestiniano que dialeticamente não seria genocídio pois falta a assinatura dos criminosos. É a teoria dos defensores de Trump, das opiniões dos emigrados iranianos de bandeirinha dos States, das atividades da ralé cubana de Miami à espera da invasão mas não da opinião patriótica do Taremi e colegas ou da consciência angustiada dos homens da cultura dos EUA e Europa. Esta  Cândida não ilustra o nome.

 

 

 

 

2 - Aproveitamento da catástrofe

 

A tendência estava latente. Não era preciso ser adivinho para prever o que seria esperado e certo. A comunicação social CIÁtica através dos seus milhares de agentes haveria de aproveitar a catástrofe sísmica na Venezuela destilando o ódio, a mentira, a intriga. A revolução bolivariana aparecia  no  cadafalso da opinião pública  difundida. Não faltaram os "especialistas" de tudo e de nada a farejarem a tragédia humana manipulada, a proteção civil ridicularizada,  a dor e sofrimento instrumentalizados. Já só faltava a "Bruxa".

 

A eurodeputada não podia faltar. Com a sua retórica nojenta. Com a prosápia que estou certo não teria se algo de semelhante ocorresse no nosso País.

 

 

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