Por
Gazeta Paços de Ferreira

18/01/2026, 22:11 h

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PAÇOS DE FERREIRA MERECE MAIS

Desporto

OPINIAO LEITOR

Esta Direção revelou-se incapaz de resolver os problemas do Clube. Pior ainda é estar a agravá-los. T



O que se passou na última Assembleia Geral do Futebol Clube de Paços de Ferreira, realizada no dia 16, ficará certamente marcado como um dos momentos mais tristes da vida recente do Clube.


Perante os sócios, o presidente da atual Direção acabou por assumir aquilo que muitos já sabiam e vinham alertando há meses:
- falhou a 100% todas as promessas apresentadas na sua candidatura. 

 
Promessas essas que serviram para convencer um número reduzido de sócios a votar nesta Direção.


 Hoje, é legítimo afirmar que esses mesmos sócios estarão arrependidos. Teria sido preferível um voto em branco, pois muito provavelmente esta Direção nunca teria tomado posse e o Paços não estaria na situação dramática em que se encontra.


O momento mais caricato e preocupante da Assembleia foi quando o presidente afirmou que se demitia, para, apenas cinco minutos depois, recuar e dizer que afinal só o faria se os sócios assim o exigissem. Uma verdadeira barafunda, reveladora de total falta de liderança, coerência e sentido de responsabilidade institucional.


Esta Direção revelou-se incapaz de resolver os problemas do Clube. Pior ainda é estar a agravá-los. Tudo indica que se trata de uma Direção eleita não para servir o Paços de Ferreira, mas para defender interesses próprios e, sobretudo, para esconder e proteger a gestão dos últimos dez anos, em vez de a esclarecer perante os sócios.


Importa também dizer, de forma clara e justa, que esta Direção deve um pedido de desculpa público a Pedro Andrade e à equipa que o acompanhava.
Tratava-se de uma candidatura séria, com projetos concretos e uma visão estruturada para o futuro do Clube. Pedro Andrade avisou, durante a campanha, que este cenário iria acontecer. Infelizmente, o tempo veio dar-lhe razão

.
Perante tudo isto, é evidente que esta Direção não reúne condições para continuar à frente do Paços de Ferreira. A demissão é um imperativo moral e institucional. Cabe agora à Mesa da Assembleia Geral assumir as suas responsabilidades e marcar eleições antecipadas, permitindo que alguém com capacidade, credibilidade e transparência assuma os destinos do Clube.
O Paços de Ferreira tem de voltar a ser aquilo que sempre foi, um clube sério, respeitado e motivo de orgulho para todos os pacenses.


Porque todos queremos continuar a dizer que:
Dos Grandes Somos do Paços.

 

Ricardo Pcheco

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