12/02/2026, 10:32 h
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Destaque Editorial Álvaro Neto
EDITORIAL
Por Álvaro Neto (Diretor da Gazeta de Paços de Ferreira)
A vitória de António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais realizada no passado domingo representou uma vitória da democracia sobre a extrema direita.
Os números expressivos evidenciam o sobressalto causado com a eventualidade de acesso a Belém de uma personalidade encarnando os valores derrubados em 25 abril 1974, de que os mais velhos - ainda tristemente se recordam - e os mais novos se vão apercebendo, embora se tente obscurecer este facto com muito ruído, montanhas de falsidades e de desonestidade intelectual e muita destilação de ódio.
No entanto, esta vitória é apenas um passo para a consolidação da democracia, impeditivo do seu resvalar para o extremismo político, que o candidato derrotado irá prosseguir, através da sua formação partidária no Parlamento.

Honra lhe seja feita, ele é claro nos seus propósitos, que proclama aos quatro ventos: Vamos ser os líderes da Direita! Vamos ser Governo!
A sua actuação futura irá direcionar-se em dois sentidos: conseguir os 2/3 de votos na Assembleia da República para alterar a Constituição da República Portuguesa; provocar a queda do governo da AD para provocar eleições legislativas antecipadas
Enquanto isso, continuará a friccionar o Governo de Luís Montenegro para incorporar nos projetos do Governo todas as suas propostas e “dará a mão” ao Governo na aprovação de projetos governamentais, naqueles casos em que os votos socialistas sejam dispensados.
O pacote laboral do Governo, que tem suscitado forte contestação dos trabalhadores e já esteve na base de uma histórica Greve Geral, promovida pelas duas Centrais Sindicais, vai ser um dos testes interessantes a seguir, não só pela atuação das formações políticas na Assembleia da República, mas, eventualmente também, do Presidente da República António José Seguro, aquando da sua promulgação.
(Não podemos deixar de lamentar a frágil e tardia intervenção governamental no apoio aos portugueses flagelados pelas intempéries e saudar os movimentos de solidariedade que despontaram por todo o País.)
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