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Gazeta Paços de Ferreira

10/07/2026, 19:13 h

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PS e Chega unidos no ataque. Paços de Ferreira merece que se fale do futuro.

Munícipio Destaque Assembleia Municipal

Comunicado do PSD

A PFR Invest não pode continuar a ser analisada apenas até 2013, ignorando tudo aquilo que aconteceu posteriormente, incluindo decisões que tiveram consequências profundas para o património municipal e para as finanças do concelho.

 

O Partido Social Democrata de Paços de Ferreira não pode deixar passar em claro um facto político que merece reflexão.

 

A Assembleia Municipal realizou-se no passado dia 30 de junho. No entanto, só sete dias depois, a 7 de julho, o Partido Socialista e o Chega decidiram divulgar comunicados sobre exatamente o mesmo tema e dirigidos à mesma pessoa, quase em simultâneo.

 

A coincidência não deixa de ser curiosa. Quando dois partidos que afirmam representar projetos políticos tão diferentes escolhem o mesmo alvo, o mesmo argumento e o mesmo momento para intervir publicamente, os pacenses têm o direito de retirar as suas próprias conclusões.

 

Mais preocupante é verificar que, uma vez mais, o Partido Socialista procura refugiar-se na PFR Invest para evitar responder aos problemas do presente.

 

Sempre que faltam respostas para a degradação das estradas, para o apoio aos cuidados de que necessitam os nossos seniores, para a perda de competitividade do concelho, para a dificuldade em captar investimento ou para a falta de oportunidades para os mais jovens, regressa a mesma narrativa construída há mais de uma década.

 

Contudo, os factos não desapareceram.

 

A sentença proferida pelo Tribunal de Amarante, em 2019,  considerou não provadas várias das acusações que durante anos sustentaram o discurso político do Partido Socialista, designadamente as alegações de falsificação de contas, ocultação da situação financeira da empresa ou prática de negócios ruinosos por parte da anterior administração. Esta sentença é clara nas suas considerações, quanto à gestão da PFR Invest.

 

Também o acórdão proferido em 2024 relativamente à indemnização a pagar à CGD, veio contrariar outra das narrativas repetidas ao longo dos anos. Ao contrário do que o Partido Socialista continua a afirmar, a denominada "carta de conforto" não constituiu fundamento da decisão judicial nem criou quaisquer obrigações para o Município para além das que já decorriam da lei. 

 

Perante estas decisões judiciais, seria expectável que o Partido Socialista tivesse a humildade de reconhecer que nem tudo aquilo que afirmou ao longo dos últimos anos corresponde aos factos apurados pelos tribunais.

 

Mas preferiu insistir na mesma estratégia.

 

Mais grave ainda foram as declarações produzidas na última Assembleia Municipal pelo Presidente da Câmara Municipal e por deputados socialistas, que apontaram para decisões tomadas durante o período em que a própria PFR Invest já era gerida por executivos do Partido Socialista, entre 2013 e 2015.

 

Tratando-se de afirmações de enorme gravidade, o PSD irá analisar cuidadosamente todo o seu conteúdo, reunir a documentação relevante e avaliar a adoção das diligências que considere adequadas.

 

Porque existe um princípio que para o PSD é inegociável.

 

Sempre que existam responsabilidades, elas devem ser apuradas, independentemente de quem governa ou do partido a que pertence.

 

Aquilo que o PSD não aceitará é que se continue a contar apenas uma parte da história.

 

A PFR Invest não pode continuar a ser analisada apenas até 2013, ignorando tudo aquilo que aconteceu posteriormente, incluindo decisões que tiveram consequências profundas para o património municipal e para as finanças do concelho.

 

Os pacenses merecem conhecer toda a verdade e não apenas a versão que mais convém ao Partido Socialista.

 

Olhando para trás no tempo, todos percebemos que existiu uma estratégia com a criação da PFR Invest, com objetivos muito claros no que concerne à captação de empresas e desenvolvimento económico do concelho. De igual forma, percebemos que certamente foram cometidos erros no período da crise financeira e económica global entre 2008 e 2013. Mas, não menos relevante e isenta de prejuízo para o concelho, foi a ação tida no mandato 2013-2017 pela gestão socialista. E, esta opção do Partido Socialista, merece que a nossa população questione: não tivessem eles optado por este caminho, não teria o concelho conseguido captar mais empresas e melhorar as condições de vida de cada família pacense? E, consequentemente, gerindo a PFR Invest e os seus ativos, conseguido que a mesma não tivesse o fim que lhe ditaram.

 

Treze anos depois da mudança de executivo, Paços de Ferreira continua confrontado com problemas que exigem soluções concretas.

 

É tempo de discutir investimento, emprego, habitação, mobilidade, desenvolvimento económico e qualidade de vida.

 

Enquanto o Partido Socialista insiste em revisitar permanentemente o passado e o Chega escolhe associar-se a essa estratégia de barulho que nada acrescenta à melhoria da qualidade de vida na nossa terra, o PSD continuará concentrado naquilo que verdadeiramente interessa aos pacenses: construir o futuro de Paços de Ferreira.

 

Porque os tribunais fizeram o seu trabalho.
 

Os cidadãos também já fizeram o seu julgamento nas urnas em 2013.

 

É tempo de olhar em frente, porque o nosso concelho assim o merece.

 

Paços de Ferreira, 10 de julho de 2026.

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PSD - Paços de Ferreira
E-mail: [email protected]

 

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