29/08/2026, 0:00 h
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Desporto Opinião FC PAÇOS FERREIRA
OPINIÃO
Por Sílvia Azevedo (Presidente e Diretora Pedagógica do Conselho de Administração da Academia Profissional Prof. Albino de Matos)
Por isso, olhar para a atual crise que o clube enfrenta, não pode ser reduzir o mesmo a uma má época ou à descida à Liga 3. O clube está a atravessar uma crise profunda, financeira, desportiva e institucional e que foi construída ao longo de vários anos.
A pergunta que coloco, neste momento é como foi possível passar, em tão pouco tempo, deixarmos de ser um clube europeu e passarmos a ser uma instituição com dificuldades financeiras e com um turbilhão de de problemas.
Todos os sócios e simpatizantes estão a aguardar respostas, mas sobretudo querem soluções.
O primeiro pensamento que me assola neste processo é a necessidade de transparência. Os sócios têm o direito de conhecer com clareza a situação financeira do clube, a evolução do passivo, os compromissos assumidos e os termos de qualquer entrada de investidores. Na minha humilde opinião, a SAD pode fazer parte da solução, mas não pode ser vista como um cheque em branco. É fundamental perceber algumas questões, como quanto capital poderá entrar, quem irá controlar o quê e que garantias existem para proteger o património, os símbolos e a identidade do clube.
É ainda imprescindível criar um plano de recuperação do clube a três anos, com contenção da despesa, renegociação da dívida e objetivos financeiros e desportivos realistas.

E há algo que assumo com frontalidade o Paços não pode subir a qualquer preço, pois regressar rapidamente aos campeonatos profissionais, mantendo desequilíbrios e injeções financeiras, sem estratégia, seria repetir os erros do passado.
É necessário recuperar aquilo que durante muitos anos nos distinguiu, ou seja, formar, descobrir e valorizar talento. Formação, scouting, prospeção e desenvolvimento de jovens devem voltar a ser pilares do projeto desportivo que ajudarão a criar raízes, consolidação e reequilibro.
Umas das perguntas que tenho tido na minha mente são os espaços livres e disponíveis no novo estádio. Não poderão ser rentabilizados e capitalizados, criando comércio que gera valor, aumentando também a ligação ao tecido empresarial de Paços de Ferreira? O Paços tem tantos empresários ligados a si e tem de ser capaz de criar uma rede empresarial, muito para além dos patrocínios tradicionais, envolvendo empresas, hospitalidade, networking, internacionalização e até a força da comunicação da “nossa”marca Capital do Móvel.
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