Por
Gazeta Paços de Ferreira

15/04/2026, 15:22 h

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Sinistralidade e Brigada de Transito

Munícipio Automobilismo NACIONAL

OPINIÃO

A presença simbólica dum polícia funciona como um post-it, para lembrar que há regras e limites que simplesmente bastavam que fossem ditados pela decência.

Numa intervenção abrangente, baseada em dados objetivos, o ministro da Administração Interna anunciou várias medidas importantes para combate à nossa absurda sinistralidade rodoviária.

 

As razões para o aumento da sinistralidade rodoviária serão múltiplas e complexas. O culto do individualismo e da suposta felicidade para os mais ricos mais fortes e mais rápidos, que se exibem nas redes sociais, e a substituição do civismo pela ilusória glória dum sucesso assente na ausência de valores, podem talvez ajudar ao aumento do desrespeito por regras elementares: condução sob o efeito do álcool, telemóveis e excessos de velocidade, em suma desrespeito pelo próximo.

 

 

 

 

 

Para além destas e outras razões, a invisibilidade de polícia nas ruas e estradas será também importante. A presença simbólica dum polícia funciona como um post-it, para lembrar que há regras e limites que simplesmente bastavam que fossem ditados pela decência.

 

Neste caso, como noutro tipo de crimes, a falta de proximidade do Estado, simbolizado pelo polícia, é uma lacuna que uma visão curta e economicista dos governos tem vindo a descurar; aumentar as penas não substitui o efeito dissuasor da polícia de proximidade; é nisso que devemos apostar, pelo que o   anúncio pelo ministro Luis Neves (re)criação da Brigada de Transito-BT é de aplaudir.

 

A extinção da BT e do SEF por António Costa foram dois erros colossais, que convêm não esquecer.

José Cavalheiro  

 

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