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EDITORIAL

André Ventura pretende derrubar o “sistema”- o sistema democrático em que vivemos há mais de cinco décadas.
O candidato já foi muito claro, quando, num momento de “sinceridade trumpriana”, afirmou: “Isto precisava de três Salazares”.

Por Álvaro Neto (Diretor da Gazeta de Paços de Ferreira)

 

As recentes eleições presidenciais de 18 de Janeiro determinaram a necessidade de uma segunda volta, que se realizará no próximo dia 8 de Fevereiro, com os dois candidatos mais votados, em virtude de nenhum candidato ter obtido a maioria absoluta dos votos na primeira.

 

É a segunda vez que tal acontece na vigência do regime democrático: em 1986 Freitas do Amaral e Mário Soares submeteram-se, numa segunda volta, à vontade dos portugueses, que acabariam por escolher Mário Soares.

 

O confronto aprazado para 8 de Fevereiro reveste-se de extraordinária importância, pois poderá estar em causa o regime de democrático em que vivemos, caso André Ventura saia vencedor.

 

(Por muitos defeitos que tenha, “a democracia é o pior dos regimes, com excepção de todos os outros” – já dizia Winston Churchill)

 

Por isso é necessário impedir que André Ventura chegue à Presidência da República.

 

André Ventura pretende derrubar o “sistema”- o sistema democrático em que vivemos há mais de cinco décadas.

 

O candidato já foi muito claro, quando, num momento de “sinceridade trumpriana”, afirmou: “Isto precisava de três Salazares”.

 

Na realidade, apenas um Salazar não teria mãos a medir para dar cumprimento às “tarefas ciclópicas” que iria encontrar pela frente, depreende-se das palavras do candidato.

 

Se bem nos recordarmos, Ventura foi dizendo que vai pôr na  cadeia todos os corruptos; promete acabar com a corrupção e a roubalheira; expulsar estrangeiros, obrigar o governo a cumprir o seu programa; dizer aos governos para onde devem ir e o que devem fazer, conduzir o governo e tomar decisões.

 

Mas promete também menos impostos e mais saúde; ir dizer ao governo que não pode haver urgências de saúde, maternidades, encerradas.

 

(Mas nada disse sobre o que iria fazer para que Portugal deixe de perder 2,9 milhões de euros por dia em impostos sobre lucros que as multinacionais desviam para paraísos fiscais)

 

A actual Constituição não comporta nada disto – vejam-se os artigos 133º a 140º.

 

Mas para André Ventura a Constituição não representa qualquer dificuldade, pois já está no seu programa a alteração da actual Constituição da República Portuguesa, que lhe permita acelerar a inversão de Portugal rumo ao fascismo de Salazar e Caetano .

 

Para que isso não aconteça, o voto em 8 de Fevereiro deverá recair em António José Seguro, um candidato democrata, defensor do Estado de Direito, da separação dos poderes, das liberdades cívicas e políticas, do respeito pelos direitos humanos,dos direitos das minorias e do Estado Social(Saúde, Educação, Segurança Social).   

 

No dia 8 de Fevereiro, é preciso ir votar. Não ficar em casa, à espera de que os outros resolvam os problemas por nós.

 

 

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